March 22, 2013

Tem um cara que seguido me pede conselhos no ask.fm, rede social que me envergonho de usar visto que é voltada para adolescentes de 13 anos cujas imagens do avatar consistem em fotos dos mesmos fazendo o gesto do V de Vitória e usando bonés New Era cobrindo parcialmente franjas provenientes de cortes de cabelo esdrúxulos. Porém o ÉSQUI (amo/sou pessoa que apelida redes sociais) é meu equivalente ao joguinho de atropelar mutantes que tenho no celular: quando estou muito entediado, vou lá e brinco. Enfim, esse jovem parece sofrer muito por uma paixão que não é mútua e com frequência visita meu perfil para questionar o que fazer (provavelmente ele me vê como um Doutor Jairo Bouer do hardcore). Ele já perguntou tanta coisa que eu me sinto na responsabilidade de responder sempre, porque realmente me preocupo se esse cara fizer alguma merda. Mas no final, vou definir amor para ele (e pra vocês também): se estar com sua garota não pode ser substituído por uma tarde regada a maconha e amendoim diante da TV assistindo filmes ruins e dublados do Adam Sandler seguido de uma leitura ávida de quadrinhos do Batman na época que a Abril lançava em formatinho embalada por uma trilha sonora que começa com Metallica e termina com Kiss passando até por Snoop Dogg, então é amor, amigo. Mas se isso não for possível, podemos parafrasear um pouco de Molejo e um pouco de Pedro do Carga Pesada: não é amor, é cilada. Concluo meus argumentos sobre a sofrida situação do jovem que insiste em um amor impossível citando aqueles rapazes aqui do interior que sobem em caçambas de Saveiros usando um sombreiro de palha gigante enquanto bebem cerveja barata ao som de eletrofunk: “Fuja, lôco!”.

January 30, 2013

Era uma vez um cara beirando aos 30 anos, com barriga saliente e sedentário, que por alguma razão que se desconhecia achou que deveria escrever. O Facebook acabou se tornando uma plataforma para seus relatos constrangedores disfarçados de crônica. Aliás, a palavra crônica lhe remetia a escritores que lhe causavam asco, em especial a figura de um famoso cronista caxiense que tatuou o mapa de Porto Alegre nas costas; cronista esse que uma vez foi visto por ele saindo de uma quadra de futebol 7 em Porto Alegre (sim, esse cronista joga uma pelada com os bróder. Disturbing, não é mesmo?). As pessoas curtiam seus status, mas o botão curtir poderia dar várias interpretações. Algumas pessoas de fato estavam curtindo, outras estavam rindo dele (aí ele mentalmente cantava I started a joke Which started the whole world crying But I didn’t see That the joke was on me). Ele nunca ia saber o que de fato as pessoas pensavam quando apertavam o famigerado botão da mãozinha com sinal de positivo (seria muito mais legal se fosse um HANG LOOSE ou o gesto do capetismo heavy metal criado pelo Dio). Na verdade o que mais lhe incomodava era a falta de respeito com os amigos que escreviam bem de verdade, que estudaram Letras, que de fato eram talentosos. Esses sim deveriam ter seus livros e trabalhos publicados, e não os seus textos resumindo situações vergonhosas pelas quais todo mundo já passou, ao contrário do que os comentaristas dos seus posts exigiam (em um tom amável e carinhoso). Ele era um camarada legal, mas muito limitado pra escrever. Apenas aconteceram fatos muito engraçados em sua vida. Enquanto seus amigos letrados divagavam sobre clássicos do Hemingway ou do Fante, sua leitura começava na Espada Selvagem de Conan e terminava no Tex Willer. Então ele voltou pra casa, conversou por horas com uma garota que gostava, comeu um sanduíche, bateu uma punheta, fumou um cigarro e pegou no sono ouvindo Show dos Esportes na Rádio Gaúcha. E prometeu a si mesmo que nunca mais ia escrever nada, apenas desenhar. Ah, ele desenhava. Não muito bem, mas era bem melhor do que ele escrevia. A calvície, o rosto não muito atraente e os textos sem graça eram apenas um dos estágios da transformação que resultaria em um (peço desculpas pela expressão chula e pesadíssima que vou usar) GENÉRICO DE CARPINEJAR.

P.S.: Não conheço esse cara que descrevi, mas deve ser um trouxão.

December 27, 2012
Teu Coração no Almoço

Vou comer o coração deles no almoço

Pra me vingar do tempo que eu era bom moço

E me abandonaram quando eu tava no fundo do poço

Era só pele e osso

Quem tá sempre contigo?

Amigo até vira inimigo

Mas inimigo nunca vai ser amigo

Só vai adiante quem tá bem consigo

Abram as portas do reino apocalíptico

Vim pra arrancar cabeças de políticos

E arrastá-las com correntes pela estrada

Porque o povo lava a alma com escarrada

A nação virou baderna, um banho de sangue

Pra que alguém de terno e gravata brinde o mesmo sangue tipo suco tang

Mais violência do que filme do Van Damme

Eles te dizem não odeie, ame

Mas como não odiar se essa é uma terra de vexame

Persistir, não desistir

Mania de obrigar os outros a sorrir

Sinto muito, meu amor, mas é hora de partir

Pra ver se a vida volta a ser boa

Ficar a toa ouvindo Demônios da Garoa

Não retorno tão cedo

Porque ainda sinto medo

Percebi não faz muito que a vida não é brinquedo

Seguia um caminho errado, meu destino era a morte

Andei sem muita sorte e pra essa viagem eu já tinha passaporte

Nunca fui forte

Sou o bom, o mau e o feio

Tudo junto e rumando sem norte

November 5, 2012
Cauã Canauã, ator e galã global

Cauã Canauã, ator e galã global

Repórter: Hoje vamos entrevistar um dos maiores nomes da televisão global e da charlatonice brasileira.

(Câmera afasta e enquadra o repórter e o entrevistado. Eles se cumprimentam.)

Reporter: Cau-ã Cana-uããã! (fala com ênfase na separação de sílabas, tipo repórter do Esporte Espetacular)

Cauã: Como você tá, meu querido? Satisfação receber vocês e a equipe do Não Temos Nada Melhor pra Fazer, esse programa que é sucesso de público. Mandar um abraço forte e levemente suado pro Bruninho Millon, que diverte esse Brasilzão no sábado a tarde. É nóis, irmão (faz um gesto de gangue pra câmera)

Repórter: Então, Cauã, as suas fãs espalhadas pelo Brasil a fora mandaram várias perguntas e a equipe do Não Temos Nada Melhor pra Fazer selecionou as melhores. A primeira e mais enviada foi a seguinte: “Você já ficou com uma fã?”

Cauã rindo: Poxa, galera, pensei que a gente ia falar sobre meus projetos, como o Projeto Gluteos Esculturalis, um documentário que vai rolar sobre o meu novo treinamento de musculação. Não esperava esse tipo de pergunta. Vamos pular pra próxima?

Repórter: Mas responde aí, Cauã. A mulherada em casa quer saber.

Cauã, um pouco incomodado, rindo nervoso: Pô, cara, acho melhor passarmos pra outra pergunta.

Repórter: Falaí, Cauã. As mulheres do Brasil inteiro tem as fantasias mais loucas com você. Trabalha num meio que te dá visibilidade. Falaí pra gente, Cauã, já rolou algo mais com um fã?

Cauã, irritado: Segunda vez já, cara, eu já disse que não to afim de responder essa pergunta?

Repórter: Deixa de ser marrento, Cauã. Resp…

Cauã interrompe abruptamente o repórter: Sim, seu filho da puta! Sim, eu já peguei uma fã! Eu já peguei duas fãs ao mesmo tempo! Eu já participei uma suruba com fãs! Uma vez eu peguei uma fã que na verdade era um fã e eu fui descobrir só depois que acordei sobre o meu próprio vômito! E eu comi tanta fã sem camisinha que eu to com AIDS, cara! Eu tô morrendo. (começa a soluçar) A emissora não quer pagar meu tratamento. Disseram que vão me substituir por outro galã branco com nome indígena. Tá satisfeito? Isso é o bastante pra você?

Repórter encara Cauã em silêncio. 

Volta pra câmera:

Repórter: E confira amanhã a entrevista com o novo ator e galã global Kaiaki Albuquerque de Bragança, aqui, no Não Temos Nada Melhor para Fazer!

August 1, 2012
Dossiê Eletrofunk

Tempos atrás, ofereci uma matéria sobre a cena do eletrofunk para uma revista maneira cuja qual eu já havia colaborado. O meu primeiro contato com gênero, uma mistura de funk carioca com música eletrônica a la Jovem Pan (o famoso tuntstunts que serve de trilha sonora para noites embaladas por energético e uisque barato, um presente de grego para o fígado), foi nas ruas da minha cidade, quando chevettes e pickups com monstruosos sistemas de som circulavam pelo trânsito espalhando o pancadão automotivo aos quatro ventos. Apesar do meu interesse em fazer a matéria e divulgar a cena, encontrei dificuldade quando tentei entrar em contato com a produtora responsável pelos principais representantes do gênero, a Made In Rio. O godfather da parada é o DJ curitibano Cleber Mix, o Jay-Z do eletrofunk, nosso David Gueta, o homem por trás das fábricas de hits como MC Mayara, a 9nha que ganhou notoriedade com o sucesso “Ai Como eu tô bandida” (e que fez com que muitos puritanos questionassem o fato de uma garota tão jovem - ela tem 18 anos, mas aparenta menos - pronunciar versos como “Mulher de um homem só / É mulher sofrida / Mulher que tem dois homens / É evoluída / Mulher que tem três homens / É uma atrevida” [na verdade a letra incomoda os mais retrógrados porque inverte os papéis tão comuns proferidos nas canções eventualmente machistas do funk carioca]) e Edy Lemond, o Snoop Dogg do Up In Smoke eletrofunkeiro, entre outros artistas. O DJ Cleber me prometeu a entrevista no único contato via email que tive com ele e infelizmente nunca mais respondeu. Liguei pra Made in Rio (gastei uma nota de telefone) e os caras me deixaram esperando por horas. Não tinha jeito de conseguir umas aspas pra matéria e acabei abandonando o projeto inicial pra não entregar um material raso e me queimar com a revista que me deu essa oportunidade.

Mas voltemos ao assunto principal. Você pode até não gostar, mas não pode ignorar a proporção que o eletrofunk ganhou nas baladas da juventude brasileira, embalando muita pegação e bufada de motor em eventos de som automotivo. Digite no Google Cleber Mix ou eletrofunk e se surpreenda com a quantidade absurda de remixes e faixas disponibilzadas pra download, no melhor estilo DIY. No Youtube é febre, com vídeos passando das milhares de visualizações e que abusam de recursos questionáveis como uso sem autorização de imagens de clipes gringos intercalados com cenas em backgrounds únicos como motéis baratos, piscinas e elementos cenográficos como paredes imensas de caixas de som automotivo. O eletrofunk é mais underground que sua bandinha indie e pretensiosa de last.fm, que abre as pernas para gravadora grande feito uma mulher troféu em convenção de empresários ricos. Apesar do apelo popular, não é um som muito comum nas grandes rádios. Mas é na internet, na festa de interior e nos eventos de som automotivo Brasil a fora que ganha seu público. O que falta em qualidade musical sobra em sinceridade. O eletrofunk tomou o país; se bobear vai ganhar o mundo e você, que vive envolto no seu mundinho de reviews da Pitchfork, ficou sabendo só agora.

Segue uma seleção de artistas essenciais para os que desejam conhecer um pouco mais do universo desse tão recente gênero musical.

Edy Lemond - Pensando em Você

Mc Mayara - Ai como eu tô bandida

DZ MC’s - Sou Top

MC Siri - Sapequinha

Dj Cleber Mix - Megafestmix

Os Caçadores - Clack Boom

Se interessou? Seguem alguns links interessantes com mais artistas, clipes e sons.

http://www.youtube.com/user/madeinrioproducoes

http://www.youtube.com/user/eletrofunkbrasil

djclebermix.com.br/

www.madeinrio.org/

www.eletrofunkbrasil.com.br/


De resto, só jogar eletrofunk no Google. A pesquisa vai te retornar mais resultados do que “Kim+Kardashian+Ass”.

July 30, 2012
A rotina de um solitário

Seus pensamentos eram movidos pela paranóia consequente de sua fobia social e tentava em vão se livrar dessas idéias através de uma atividade enfadonha e patética como a navegação por sites de pornografia. Na verdade não chegava a ser um momento onde sua libido ganhava o rumo que sempre culminava no pequeno ode à atividade onanista, era apenas a força do hábito se mostrando superior a iniciativas que eram necessárias considerando sua medíocre rotina. Entre uma película erótica e outra, intercalava com uma passagem rápida pelo 9gag ou uma zapeada pelos canais abertos da televisão. Mas os pensamentos fixados na sua dificuldade em se relacionar com as pessoas e suportar as conversas exigidas de acordo com as regras da socialização tiravam a graça da final de campeonato transmitida na televisão ou da mais recente aquisição literária. Cogitou beber, mas havia abandonado o hábito e exatamente ali que se encontrava a maior dificuldade, visto que a bebida era o que sustentava seu suposto interesse nos comentários e lamentos alheios. A sobriedade lhe custou as amizades e relacionamentos obtidos graças as generosas doses de uísque e vodka e então o tédio se instalou. O interesse pelo sexo se manteve, afinal, estava numa idade em que seu corpo exigia isso e tal necessidade já não era mais suprida por uma punheta de 5 minutos debaixo do chuveiro; no entanto as desculpas para fugir dos relacionamentos com as mulheres e garotas que conhecia se multiplicavam como coelhos. Acabou passando por egoísta, canalha e outros adjetivos ruins que não condiziam com sua personalidade, mas que eram reflexo das inúmeras decepções amorosas e de um cansaço em relação a vida. Então passou a se contentar com a rotina solitária, se acomodando e evitando ao máximo qualquer tipo de contato humano mais profundo, inclusive em relação às suas amizades. Até porque os amigos já não tinham mais paciência para suas inconstâncias. Não entendiam o isolamento e sequer questionavam. Era apenas mais um cara que ia ficar de fora no jogo de futebol no meio da semana, um convite a menos para a rodada de cerveja no boteco na quinta à noite. Mas não havia como culpar os camaradas pelo descaso, já que foi ele quem buscou o retiro forçado, através das atitudes que consistiam no hipotético fato de que o mundo girava em torno da sua pessoa. Quando refletia sobre o propósito de sua existência, novamente acabava sendo interrompido pelas perseguições que criava em sua mente. Algumas de fato tinham fundamento, mas dava a elas proporções muito maiores. A martirização se tornou frequente. Levando em conta todas essas dificuldades, buscou uma última alternativa:

Enviou uma carta para a produção do Domingão do Faustão se oferecendo para divulgar seu único talento: imitar o som de mais de 300 espécies de passarinhos.

July 17, 2012

June 19, 2012
O que as pessoas esperam de você nas redes sociais

Não sabe como se portar nas redes sociais? Tá na dúvida se vale a pena compartilhar com todas pessoas da sua timeline o fato de que você conhece uma música do Chris Brown no Song Pop? Se questiona se deve mudar o status de relacionamento no Facebook só porque a gatinha que você stalkeia sorriu pra você numa festa ou se é melhor apenas cutucar virtualmente a moça? Seguem 3 atitudes que as pessoas esperam de você nas redes sociais e o que fazer pra atingir essas metas bizonhas nas suas relações virtuais.

Seja engraçado - O mundo está acabando, você perdeu seu emprego, sua mulher solicitou uma liminar para te manter a 100 m afastado, mas você precisa ser bem humorado na internet. Compartilhamentos de humor envolvendo fotos de vasos sanitários ou vídeos de tombos narrados por uma voz berrada mas sem graça alguma são boas alternativas para os que desejam ser o Chandler da vida real, ou melhor, da virtual (Evaristo ri, bate suavemente as folhas na mesa e depois olha para câmera).

Pareça feliz - Vale tudo: de fotos de refeições coloridas que ficam ainda mais coloridas sob as lentes do instagram até sorrisos forçados na webcam mesmo que seu coração esteja pulsando no chão pelas últimas vezes. A verdade é que quando a câmera surge no meio da balada todos sorriem, mas o registro fotográfico da menina hype em posição fetal na cama girando e lamentando “por favor, sai da minha cabeça, hondjakoff” não existe. Ou existe e foi parar em servidores russos.

Tenha opinião sobre tudo mesmo que você não entenda - Sim, o cacique Raoni chora, mas é de decepção com a quantidade de besteira a qual o seu verter de lágrimas é associado. A xenofobia pega solta e é disfarçada de humor. E os tweets? O que mais assusta é a pequena juventude nazista que surge nas redes, trazendo os valores do Reich de outrora para a nossa realidade. Eu temo porque quando eu estiver inválido serão eles que vão estar no comando (não que eu comande algo nos dias de hoje, mas ainda devo servir pra sociedade de alguma forma - pessoas frustradas como eu tem seu valor se considerá-las estatística para pesquisas comportamentais)

June 1, 2012
Meus Dias de Look

Recentemente o blog de humor Todo Dia Um Look, do qual fiz parte por cerca de um ano, encerrou sua parceria com o portal Vírgula. Parceria essa que não nos rendeu muita coisa, afinal a maioria dos patrocínios foram conseguidos através do sempre pró-ativo integrante Moskito, um talento nato comprovado ao convencer grandes marcas a patrocinar um blog tão esdrúxulo quanto o nosso. Aliás, o Moskito eu conheci através do próprio blog. Meu contato inicial era o Chini, um amigo da internet que surgiu com a idéia em um belo dia de abril do ano de 2011. O primeiro post (que será lembrado como um clássico do humor na rede) gerou um buzz (como diria seu amigo que faz cursos na Perestroika) graúdo e em questão de horas pessoas como a Pitty (Deus, ela deve ser muito boa de cama) estavam divulgando a peripécia do Chini, que logo recrutou o Moskito e eu para que servíssemos de modelos dos looks mais toscos (malucos, como disse aquela jornalista patricinha e gostosa do Kzuka) parodiando uma febre que tomou a internet nos últimos anos, os blogs de moda femininos que consistem em um look diferente por dia. A ~inspiração~ inicial foi o blog Um Ano Sem Zara, onde uma gatinha milionária passaria um ano sem comprar nenhuma roupa, fazendo o sacrifício de usar suas vestimentas européias e caríssimas de estações passadas por um ano. Mal sabíamos a quantidade de blogs desse gênero que existiam por aí. 

Por que deu certo? Por vários motivos. Sendo pedante e analisando como profissional frustrado da comunicação que sou, devo o sucesso inicial ao fato de que nunca existiu nenhuma paródia de moda. É bizarro, mas ao usarmos termos em inglês aleatórios e jargões conhecidos da moda em nossos textos, nós criamos um monstrinho afetado chamado humor fashionista. Em pouco tempo, nós estávamos dando entrevistas pra portais de nível nacional. O lance tomou proporções tão absurdas que nós chegamos a fazer um videoclipe (veja bem, não somos uma banda) e ensaio de moda (dois, na real) pra revista mais hypada de comportamento jovem do mundo.

Aí aconteceu o que se esperava: começou a pipocar 9nha. Os guris são casados, mas eu tava solteiro. Pensa num cara com a auto estima mais lixo do mundo sendo elogiado pelas minas mais gatas da moda. Lógico que ia dar merda e eu deturparia todo o conceito da parada. Confesso que fiquei de peitinho estufado por um tempo. Também admito que eu nunca quis agradar os cabeças do humor da internet, nunca quis RT da turminha aquela que escreve TUDO EM CAIXA ALTA, meu negócio mesmo era pegar as meninas e por isso eu tava só por pagar de gatinho com roupa feia. Sei que não sou um cara bonito e tenho plena consciência de que boa parte dos elogios era devido a proporção que o blog tomou, mas foda-se, se o Mionzinho pode comer mulher só porque é famoso, eu também podia (posso?). Chegamos até a simular um romance meu com a It-Girl mais famosa do Brasil. Recentemente vi um monte de mensagem no meu Facebook que por ignorância da ferramenta eu não tinha visto antes contendo declarações das mais diversas de garotas Brasil a fora.  Foi massa enquanto durou. Acho que entendi como se sente um ex-BBB durante o ano que segue sua saída da nave louca.

Trollamos uma rede de televisão evangélica, nos auto-depreciamos até não poder mais, fizemos inúmeras piadas envolvendo manchas de sêmen, associamos figuras do mundo da moda a drogas pesadas, criamos um meme, cobrimos o SPFW pro maior portal de moda do Brasil, sacaneamos cada estereotipo fashionista (ou não) possível. E fiz duas amizades maneiras, o Chini e eu continuamos compartilhando piadas de cunho duvidoso e o Moskito me manda vagas de emprego toda semana. Mas ainda prefiro ouvir a patricinha da moda e estilo parafraseando a universitária da PUC do final do clipe de Mansão Thug Stronda:

VOCÊS SÃO FODAS.

May 8, 2012
10 tipos de babacas que as minas amam

Eu li esse texto sensacional no Brobible e resolvi copiar/adaptar a nossa realidade porque sou assim mesmo, kibadorzinho e sem criatividade. Segue a lista dos 10 tipos de babacas que as minas amam e nunca entenderemos. 

1-Músicos

Não importa o tipo de música que o infeliz toque, é impressionante o efeito que tem uma guitarra (e demais instrumentos) quando se trata de calcinhas molhadas. Óbvio que o pagodeiro se dá melhor que o headbanger porque é impossível comparar a suburbana turbinada com a gordótica, mas dentro de suas expectativas, todos acabam se dando bem enquanto você fica baixando discografias e fazendo air guitar na frente do espelho. E parece uma regra: quando mais ridículo, mais bandanas, mais tatuagens e mais adesivos toscos no violão, maior a probabilidade dele sair com a mais gostosa de todas pra dar sequência ao fatídico luau que encerrou com uma canção do Nenhum de Nós enquanto você tentava cometer suicídio.

3 - Intelectuais

Se você curte minas inteligentes, que saibam conversar sem a urgência de pôr seu pau na boca dela pra que você possa dar um pouco de sossego aos ouvidos, não há saída: o intelectual é o capitão de time de futebol americano da sua vida. Você pode estar num level Kid Bengala e isso de nada adiantará porque esse cara acordará sua adorável Zooey Deschanel cantando Chico Buarque no ouvido dela enquanto você continua aí ouvindo Dio e baixando Game of Thrones. 

4 - Caras que viajaram pro exterior

Deve ser um complexo de princesinha da Disney, mas mina adora cara que morou fora, principalmente se for na Europa. Bitch, ele sequer é europeu, é só uma versão masculina e distorcida da mina tumblr, é o seu vizinho juca que por um acaso do destino morou dois anos em Portugal já que sequer fala inglês, brincando de estudar e tirando foto em pubs com cerveja em caneca gigante.

5 - Fortões

É porque eles conseguem virar as minas de ponta cabeça? Afinal, é sexo ou treino pro Circo de Soleil? Além disso, esses caras peidam pra caralho, vivem só de complementos alimentares e proteínas. Elas querem um namorado ou um segurança? O meu maior argumento contra fortões é que eles sempre tem um pézinho na viadagem. É só questão de tempo pra um deles sair do armário e pedir o próprio abdômen em casamento.

6 - Alternativos/Hipsters

Uma vez na vida toda mulher, seja qual for sua ~tribo~ (amo/sou pessoa que se refere a grupos de pessoas como a MTV fazia nos anos 90), vai ficar com um cara “alternativo”, ou melhor, usando um termo mais contemporâneo, um hipster. Bom, é sabido que as minas hipsters são as novas minas emo, e como diria MR THUG, o poeta do BDS, “tenho uma teoria e é nela que eu esshtudo, patricinha é cheia de merrda e assh emo quebra tudo”. Ou seja, quem viveu a época das emo sabe o quão fantásticas essas minas podem ser. Agora que elas supostamente evoluíram (preferia elas ouvindo Good Charlotte e de cabelo rosa e não com esse sex appel de uma avó), é esse o tipo de cara com quem você, entusiasta das gatinhas maluquetes (como diria seu tio no churrasco), vai ter que competir. E esse cara é chato pra caralho. Pra você ter idéia, aquelas fotos de lofts compartilhadas no Pinterest são deu autoria dele. E o loft também! 

7- Boleiros

Eles ganham muito dinheiro. E mesmo quando não ganham, são marrentos. As mulheres adoram esses caras. A nossa única vantagem em relação a eles é que normalmente eles são tão pervertidos (vide Adriano Imperador) que é só um questão de tempo para serem pegos em um motel cheirando cocaína com 3 travestis e acredite, isso não é exclusividade jogador profissional e rico. Seja na Europa ou na várzea, o salto alto (e o tombo) é sempre o mesmo.

8 - Playboys

Compensam a pequena estatura de seu pênis com carros potentes, presentes caríssimos e status. Mas a gente sabe que no final o encanador, o bombeiro, o instalador da TV a cabo e outros heróis populares nos vingarão enrabando suas patricinhas enquanto essa rapaziada fica fazendo happy hour em lugares cujo valor da entrada custa o nosso salário de um mês.

9 - Famosos

De ex-BBBs até blogueiros de sites de paródia de moda, é impressionante o impacto que esses infelizes causam nas garotas. Pense o quão triste é o fato de que alguém como o Mionzinho faz mais sexo do que você e com uma quantidade muito maior de mulheres.

10 - Caras brancos de dreadlocks

Nunca vou entender. NUNCA.