Hoje fiz minha refeição solitária na metade do dia como faço sempre, me dirigindo cabisbaixo e evitando contato visual com outras pessoas ao restaurante mais próximo da minha casa e abusando de uma dieta rica em carboidratos que só meu metabolismo acelerado como uma subcelebridade em eventos igualmente irrelevantes para a humanidade permite. Envolto em pensamentos dispersos, como o que fazer naquela fase do Resident Evil 4 em que o Leon foge de uma rocha, me deparei com uma guria tão linda que chegou a me doer fisicamente graças a ilusão de um vazio que ela criou em mim só com sua presença (sua maior riqueza, que é sua de natureza - Stronda, Bonde da). Depois dessa dor inicial começou a tocar To Love Somebody do Bee Gees na minha cabeça e nos encontramos no meio do caminho (ela se dirigindo a mesa, eu saindo pra pagar a conta). Ela me analisou e sequer sei o que passou na cabeça dela (por um algo motivo desconhecido não pareceu um olhar de desaprovação), mas involuntariamente eu sorri, provavelmente sobre o efeito da música do Bee Gees ainda ecoando na minha cabeça. Ela sorriu de volta, mas já era tarde, os poucos segundos se acabaram rápido como a transa de um cara que sofre de ejaculação precoce e ela seguiu seu rumo solitário até sua mesa e eu fui passar meu Banricompras na máquininha do restaurante. No caminho de volta (2 minutos e meio), percebi que só existe um motivo na vida que faz a gente sorrir, ir atrás dos sonhos, buscar uma vida melhor cheia de momentos que tenham trilha sonora do Bee Gees e outros sucessos dos anos 60/70:
Inicialmente, gostaria de deixar claro a minha necessidade de protestar contra qualquer coisa absurda e/ou que ninguém se importa. Eu não sei porque razão surge esse sentimento, mas no final ele sempre rende algum texto ou comentário razoavelmente engraçado (longe de ter a graça daquele clã de perfis “humorísticos” do twitter com mais de mil seguidores mas que conversam apenas entre eles - sim, é um pouco de recalque mesmo, afinal, se tivesse mais de mil seguidores, eu iria além dessa fórmula de frases escritas em caixa alta e propositalmente erradas com a pretensão de ser non-sense, mas que apenas divertem jovens bunda-moles ociosos e principalmente os integrantes do clubinho. Enfim, não é esse o assunto, mas não deixa de ser um protesto também).
O primeiro alvo do protesto de hoje são os punheteiros posers ou entusiastas da pornografia de curta duração do RedTube, provavelmente o único site pornô que conhecem. Punheteiro Tr00 tem que conhecer no mínimo dez porn stars e dez séries pornográficas, bem como os nomes das produtoras que os realizam. Se não conhece, é só um engraçadinho pagando de pervertido na internet pra fazer as garotas rir com uma suposto comportamento nerd/freak. Pensando bem, eu não devia ter escrito isso. Acho que ninguém se orgulha de assistir pornografia. Meu Deus, onde enterro minha cara agora? Poderia ser na bunda da Alexis Texas, vai dizer?
O segundo alvo do protesto são os gays que insistem em flertar com héteros. Cara, não que eu precise me justificar, mas não sou preconceituoso (não vou nem dizer que tenho amigos gays pra não parecer aquele classe média que “se dá bem com todas as ~tribos~”). Só que é o seguinte: se alguém tem o GAYDAR funcionando, são os próprios gays. Ou seja, alguns deles dão em cima de um hétero simplesmente porque fantasiam com isso. Cara, eu piro em colegial japonesa, mas você não me comprando uma passagem pra Tóquio pra comprar mijo em pote e calcinha usada de adolescente (não precisava ter mencionado o mijo, juro que não curto essas paradas de golden shower, aquela vez eu estava muito bêbado e ela com muita vontade de mijar, o banheiro era distante do almoxarifado, enfim…). Bater num gay por ele ter flertado com você é ridículo, bolsonarice das maiores (sem contar que pega mal bater num gay, é tipo arrumar briga com uma mulher, e ainda se corre o risco de apanhar), mas ficar puto (ui!) da cara é um direito dos que foram alvo do flerte homoafetivo. Gays, eu sei que vocês sofreram muito preconceito nos últimos tempos e estão no total direito de serem livres mundão a fora e podendo beijar e se amassar em público, aliás, devem fazer isso. Mas não saiam por aí dando em cima de hétero, tem um monte de cara gay gente boa por aí, olha a quantidade de mulher que reclama que seus amigos gays são gatos e não podem sequer sonhar com o dia que eles estejam metendo nelas. Um gay dar em cima dum cara que é hétero sabendo da orientação sexual do mesmo é tão ridículo quanto eu dar em cima de uma mina com namorado sabendo da situação dela. Se liguem.
Enfim, meu último protesto é para comigo mesmo. Matias Lucena, você prometeu para si que ia parar de reclamar nas redes sociais de coisas que não lhe agradam e compartilhar coisas que você gosta (essa deveria ser a lógica de todos na internet, mas é bastante complicado quando se lida com esse mar de chorume das redes sociais). Sem contar que você tem bastante louça pra lavar, ou seja, dá um tempo nessa pseudo-investida no mundo dos Carpinejares e vai resolver logo aquela bagaça. Ah, e falar de si em terceira pessoa também é meio babaca.
As lembranças que tenho do 2º grau (ok, Ensino Médio) não chegam a ser tão ruins como as do 1º, mas eu tenho o costume de reclamar de absolutamente tudo, então digamos que também estão longe de serem as melhores. No entanto, criei fortes vínculos nessa época e arrumei uns 5 malas pra chamar de amigo pro resto da vida (e olha que eu já tentei me livrar deles, mas não consigo). 2º grau é aquela coisa, só começa a melhorar quando você tá no último ano e as calouras novinhas se vazam todas só porque você tem dois anos a mais e um status que só elas acreditam que você tenha. Logo, chegamos a conclusão de que adolescente é uma merda mesmo. Mas enfim, esse texto não é sobre novinhas (mesmo eu mencionando as mesmas em cada comentário que faço com uma freqüência anormal).
No 2º ano do Ensino Médio, a nossa crew já tava formada e como não gostávamos de ninguém, nos isolávamos do resto dos jovens felizes e babacas da nossa idade. Na educação física, nosso time de futsal já tava pronto decorrente do nosso estilo azeite de levar a vida juvenil. E um colega franzino (mais que eu, pra ter uma idéia) de nome Evandro mas que atendia pela alcunha de Casquinha (inventada por mim, é uma longa história e não tem graça) foi recrutado pela nossa escrete adolescente visto que normalmente era o último a ser escolhido. Aí o Casquinha (Casca na segunda versão do apelido) começou a colar com a gente no canto que nos refugiávamos daquela invasão de juvenis-rodada-de-suco-multipla-escolha. E ele se mostrou um cara muito legal no meio daquele mar de chorume teenager. Falava pouco, mas quando falava, era a melhor piada na certa.
O que ninguém imaginava é que o Casquinha gastava a bola. Como jogávamos em quadra de futsal, ele ficava de pivô, só carteando os pseudo-fixos (os zagueiros do futsal) e distribuindo a bola para nós, limitados porém esforçados jogadores. Foi lindo demais ver o suposto capitão do time da nossa turma tendo que admitir a importância do Casquinha nas sempre ridículas olímpiadas da escola (a maior desculpa pra se fumar maconha nos bosques da UCS). E o Casquinha entortava aqueles caras babacas do 3º ano que já tinham barba e um metro e oitenta e cinco com apenas 17 anos e fazia a chica balançar a rede. Ganhamos na categoria futsal e ficamos em segundo lugar no futebol sete. Mérito todo dele. No sete, ele fazia uma função de meia-atacante. Casquinha seria camisa 10 certo no futebol de campo. Digo seria porque três anos depois ele veio a falecer, e como ele havia mudado de escola no 3º ano, acabamos perdendo o contato com o cara e a notícia chegou até nós com alguns dias de atraso.
Não vou finalizar esse texto dizendo que o Casquinha tá no céu batendo bola com Jesus porque eu não compartilho frases da Martha Medeiros no meu Facebook e faço jus aos meus testículos. Mas guardo sim a lembrança dum guri que mais do que um boleiro sem nenhuma marra da boleiragem, era um amigo e tanto. E já que escrevo tanta bobagem por aí, nada mais justo do que pelo menos uma vez escrever algo bacana. Mas no próximo post eu vou falar de buceta. O Casquinha ia curtir com certeza.
Sempre quis escrever um texto que me permitisse um título como o acima, no entanto, não tenho como conectar os assuntos porque além de não ter absolutamente nada a ver, eu não sou o Chico Buarque. Então vou dedicar um breve parágrafo pra cada tema.
Que religião é uma baita lavagem cerebral e torna pessoas de bem praticamente em bonecões do posto genéricos, levantando os braços de um lado pro outro em nome de um cara que talvez tenha existido, mas que certamente não andou sobre a água, todo mundo sabe. Aliás, uma coisa que me incomoda é o fato de que o cristianismo impõe que você acredite nesse fato que confronta qualquer teoria da física mas te promete o inferno (lúdico, com fogueiras e tridentes, quase um acampamento de escoteiros sem o marshmellow e o abuso sexual por parte dos integrantes mais velhos) caso você consulte o horóscopo, por exemplo, ou qualquer outra baboseira mística/esotérica/voltada para homoafetivos mais humildes que sonham com atores globais ao som de músicas das Spice Girls. O que é extremamente contraditório, visto que se você for a uma igreja católica (falo com certa propriedade pois tive uma criação assim até comprar o disco do Slayer, Hell Awaits, em 1997), vai ter que ficar ouvindo as palavras de um homem de bastante idade com sotaque característico (deve ser o idioma dos padres) em trajes que poderiam fazer parte de qualquer filme espírita desses que andam assolando nossas salas de cinema. Alguém sem vivência alguma dando lição de moral em gente que reza o terço inteiro dentro da capela mas quando sai de lá vira a cara pro flanelinha que humildemente pede uma moeda de 5 centavos pra comprar sanduiche a.k.a crackinho.
Falando em crackinho, vamos ao segundo tópico: cocaína. Cocaína é uma merda, mas ainda assim é muito engraçado ver as pessoas sob efeito da mesma. Uma vez que tu tenha experimentado, a única valiosa lição que tu pode levar em relação ao fato é reconhecer qualquer outro sujeito sob o efeito do entorpecente mais querido da Bolívia. Foi em eventuais e desastrosos experimentos que acabei sacando que o Jô Soares é um dos maiores cocainômanos do país e que os cacoetes da Marília Gabriela não são a toa.
Terceiro e último tópico: calcinha fio dental. Sabe aquela história de que o whisky separa os meninos dos homens? A mesma regra da transição se aplica ao suposto sexo frágil, e no caso, a calcinha fio dental separa as meninas das mulheres. Se ela estiver usando aquelas calcinhas de algodão que parecem uma cueca, significa que você não deveria estar nessas carne, afinal, por mais interessante que seja essa visão, ela deve ter menos de 18 anos. Se ela está usando calcinha fio dental, não importa a idade, de alguma forma mesmo que inconsciente ela está querendo dar. Porque convenhamos, não deve ser nada confortável ter um pedaço de pano enfiado no rabo, o que leva a crer que um motivo maior incentiva o uso do fio dental. O grupo musical do gênero pagode “Os Morenos” já pedia pra rapariga de cabelos negros e pele cor marrom bombom (menina mulher da pele preta, já diria Jorge Ben) tirar a calça jeans e ficar só de fio dental. Sabiam muito.
Impressionante como se pode perceber em conversas cotidianas a quantidade de pseudo decifradores de mulheres que existem por aí. Camaradas cheios de propriedade ao comentar suas artimanhas e dicas pra esse grande jogo do amor que é o flerte. Já ouvi coisas do tipo “mulher gosta de homem cheiroso” (obrigado pelo esclarecimento, Sherlock, imaginei que elas gostassem de cheiro de esgoto, esse lance do olfato deve ser uma exclusividade feminina), “tem que deixar de falar pra ela correr atrás” (fiz isso uma vez e a garota continua sem falar comigo), “o negócio é tratar mal” (lógico que é, caro Linderberg, lógico), entre outras pérolas.
É como se as mulheres fossem enigmas de outro mundo, sendo apenas motivos de crônicas imbecis escritas por homens frustrados e com um pé na misoginia (o que não é o caso aqui). Mulheres são pessoas (gostosas, com peitos e bundas que tiram a concentração de toda uma geração precocemente erotizada pela mídia, mais ainda assim pessoas) e cada pessoa é diferente da outra (como se precisa explicar). E se você, ao ler essa última frase, riu daquele comentário do seu tio famoso pela piada de pavê nos churrascos de domingo, o famoso “hmm pessoas…pessoa pode ser homem ou mulher”, gerando gargalhadas entre todos familiares, bom, então você deve ser o cara das frases de Hitch o Conselheiro Amoroso do primeiro parágrafo. Vaza que não tem mais nada pra você aqui.
Aquele livro do Neil Strauss chamado The Game, onde a idéia é basicamente ensinar os caras a pegarem telefones de mulheres nas festas que vão, é outro grande equívoco. Neil Strauss é um sujeito muito feio que se usa como cobaia desse processo de donjuanização para escrever o livro, porém vale considerar que o cara é jornalista da Rolling Stone e escreveu um livro sobre a turnê do Marilyn Manson que ele acompanhou, o que me faz questionar qual é a dificuldade de um cara com todo esse currículo pegar uma mulher em tempos que a única exigência de muitas é você não ser gay. Em um determinado momento, são sugeridos números de mágica como forma de quebrar o gelo e iniciar uma conversa. Bom, garotas que gostam de mágica devem ter no máximo dez anos e, a não ser que você seja um pedófilo procurando uma vítima, isso não vai funcionar. O único mágico que deve pegar mulheres é o David Copperfield (Siegfried e Roy acho que não, né?) e não por ser mágico, mas sim por ser um dos poucos milionários (sim, meninas feministas, é um mundo bem grande e existem outras meninas como vocês só que elas gostam de dinheiro ao invés de sei lá, vaginas peludas, mas somos todos irmãos, ok?).
Não queria chegar ao ponto de generalizar o comportamento feminino, mas se é pra dar uma dica nesse manual da recuperação de auto-estima masculina, digam pro cara decorar os signos do horóscopo, por exemplo. Seria bem mais concebível na minha realidade e na realidade de muitos. Mas numa dessas a garota não curte essas paradas, e depois de um semana lendo revistinha de tarot pra pegar mulher você percebeu o quão idiota estava sendo. Ou seja, taí a prova de que não existe regra (baita prova). O que esses livros como o do Neil Strauss não comentam é que o importante é não parecer um idiota, vendo todo mundo e toda situação com os mesmos olhos (olhos esses que na maioria das vezes estão cansados pelo excesso tempo diante do computador). Lembre-se que ler um livro desses e considerar os números de mágica como abordagem de gatinhas já te faz um idiota. Lembre-se que cheirar cabelo sem autorização não é bem visto, Conan. Mas cuidado demais pra passar a mão na bunda dela pega mal, Senhor Scarpa. Já dizia Diego Hipolitho, esse mártir da masculinidade contemporânea, “é preciso ter equilíbrio”.
Nós abandonamos as cavernas faz um bom tempo e partir pra investidas físicas sem o aval da moça é o mais baixo da escala dos galãs de araque. No entanto, ser um pegadorzin de segunda proferindo frases decoradas de sedução só vai te associar a gente como o Elymar Santos (mas se o seu negócio é fazer amor gostoso no motel com espelho no teto comendo morangos, seguir essa linha pode te render alguma coisa, já que muita guria curte essa vibe chantilly-espumante-canalzinho pornô e essa é a graça da vida, a diversificação das preferências de cada uma delas).
Enfim, existem muitas mulheres por aí. Elas não precisam ser decifradas. Esse tipo de atitude deve ser conseqüência do excesso de videogames e jogos na vida de muitos por aí, porque essa mania de associar a vida à qualquer merda faz de todos nós grandes idiotas. É uma mulher, não um baú de tesouro pirata. As mulheres estão aí pra gente conhecer, ser amigos (acontece), namorar, comer só no fim de semana, comer escondido do marido dela, comer no banco de trás do carro. E na grande maioria das vezes isso vai acontecer sem o sujeito querer colocar suas teorias acadêmicas de sedutor em prática. “É tipo destino” (essa é outra dica que o Neil Strauss poderia ter dado).
Antes que se diga qualquer coisa sobre esse texto (às vezes por não ser bem escrito o texto pode ser mal compreendido e tenho noção que não sou nenhuma Ronaldinho Gaúcho pra figurar na Academia Brasileira de Letras), garanto não é machista. Até porque a maioria das mulheres não vive no castelinho da princesa encantada cor-de-rosa e quer as mesmas coisas que nós queremos. E é um texto sobre relacionamentos, um ponto de vista não pode ser considerado machista só porque é diferente do outro. Pra esclarecer isso, leia essa tirinha que fiz há tempos atrás (tenho muito medo de feministas, elas são inteligentes):
Tony Montana – o personagem interpretado por Al Pacino em Scarface é tudo que se espera de um badass de verdade: inescrupuloso, egoísta e ambicioso. O nome, que se deve ao fato da origem cubana do personagem, encaixa no personagem como uma calcinha de renda na bundinha de uma adolescente de 17 anos.
Don King – Além de ser um mega empresário do mundo do boxe, o seu nome começa com Don e termina com King. Preciso de argumentos?
Youngblood Priest – Imortalizado por Ron O’Neal na película de blaxploitation Superfly (1972), Youngblood Priest era um traficante de cocaína de origem negra em uma época que Hollywood parecia ignorar esse público. Snoop Dogg chupa descaradamente os figurinos do personagem de O’Neal e a trilha sonora de Curtis Mayfield para esse filme vale a ouvida. Youngblood Priest. Como eu queria esse nome na minha identidade. Quem sabe começo mudando no MSN, pra ver a aceitação.
Johnny Cage/Kage- Apesar de ficar muito mais legal com K, o personagem do jogo Mortal Kombat tinha um nome artístico de dar inveja a muito ator de artes marciais, até porque ele também era um. Kage Wins!
Cobra – Marion Cobretti – Fodam-se as Framboesas de Ouro para esse filme! Provavelmente quem indicou Stallone a essa infâme premiação invejou e muito o fato dele entrar na história como um cara durão que detona verdadeiras guerras nas ruas de Los Angeles e ainda por cima liderar um esquadrão de resgate chamado ZOMBIE SQUAD. How cool is that, bitch?
Senor Abravanel – Silvio Santos? Na boa, Senor, com essa alcunha e com seu dinheiro, a última coisa que eu faria é mudar meu nome para um tão comum quanto Silvio Santos. Mas ok, pode-se entender a mudança como uma estratégia de Abravanel para cativar as suas tão famosas colegas de trabalho, no caso as mulheres que se estapeiam por notas de 20 reais arremessadas pelo sádico apresentador. Se eu fosse o apresentador, agora que está no auge de seu poder e porque não dizer, mais próximo da morte, voltaria a usar o nome original, e ainda faria uma pequena mudança: ao invés de Senor, modificaria para Señor. Andale, andale, cabron!
Juan Brujo – Pseudônimo do vocalista da banda mexicana de metal extremo Brujeria, John Lepe. Brujo chegou a entrar na lista de investigados da Interpol, por suas constantes apologias ao narcotráfico, bem como a odes descarados a Pablo Escobar. Aliás, todos os pseudônimos dos integrantes e ex-integrantes dessa banda são geniais. Segue a lista: Asesino, Pinche Peach, Fantasma, El Cynico, Hongo, Podrido, Pititis, Hongo Jr., Güero Sin Fe, Grenudo, El Angelito, El Embrujado, Cristo de Pisto, El Sadistico e Marijuana Machete.
Thulsa Doom – arquinimigo de Conan nas histórias de Robert Howard, o feiticeiro milenar já foi interpretado no cinema por ninguém menos que James Earl Jones, a voz por trás de Darth Vader. Duvido que a polícia prenda seu carro numa barreira se você tiver um nome desses.
Sempre fiquei me perguntando de onde surgiu o sempre presente comentário de alguns habitantes do sudeste onde os mesmos afirmam que gaúchos são gays com a impetuosidade dos que participam de competições. Apesar de ser gaúcho, nunca levei esse tipo de comentário como uma ofensa porque sinceramente não tenho tempo para uma discussão sobre bairrismo e fronteiras interestaduais, mas posso garantir que muitos conterrâneos ficam bastante ofendidos e respondem na mesma moedas às agressões contra esse tão importante fator na vida de um ser humano, a sexualidade.
No extinto programa Ed Banana, exibido na TV Record em meados dos anos 2000 numa tentativa de cobrir as férias do elenco estrelar de A Escolinha do Barulho, podemos entender alguns dos porquês da perpetuação de tal rumor envolvendo os homens do RS, através da apresentação do grupo Tchê Malambo.
Olha, eu não sou um cara das boleadeiras e tradições, mas pelo que andei lendo, o grupo de danças é bastante consagrado, conseguiu muitos prêmios no exterior e aparições em programas de televisão por aqui. Mas o que parece é que pela necessidade de adaptar a dança gaúcha a mercados de shows como o de Las Vegas, por exemplo, eles acabaram ficando perdidos nessa vibe homo-erótica a la Siegfried e Roy (culpo as bombachas) e ao ver isso você, cidadão gaúcho médio, é automaticante associado ao tão famoso mundo das visões de abdomens masculinos depilados ao som de um loop eterno de Pet Shop Boys.
Mas é aquela coisa, não dá pra dizer que a idéia fazer um programa de atrações populares onde o apresentador e seu palco sejam representações de todos os clichês norte-americanos juntos envolvendo localidades tropicais, frutas e cores vibrantes seja o maior ato em prol da heteressoxualidade em um país onde mulheres e homens são exportados como mercadorias, as primeiras sendo associadas à sexo e os outros ao seu potencial como atletas.
Em tempo, o personagem Ed Banana que apresentava o programa de mesmo nome era interpretado por Edilson Oliveira. No entanto, ele ficou mais conhecido como Chiquinho, sempre ao lado da apresentadora Eliana, personagem que criou utilizando-se de um dos pilares da escola do humor sul-americano, especialmente o tupiniquim, quando um adulto se veste e age como criança para supostamente entreter crianças de verdade.