Hoje fiz minha refeição solitária na metade do dia como faço sempre, me dirigindo cabisbaixo e evitando contato visual com outras pessoas ao restaurante mais próximo da minha casa e abusando de uma dieta rica em carboidratos que só meu metabolismo acelerado como uma subcelebridade em eventos igualmente irrelevantes para a humanidade permite. Envolto em pensamentos dispersos, como o que fazer naquela fase do Resident Evil 4 em que o Leon foge de uma rocha, me deparei com uma guria tão linda que chegou a me doer fisicamente graças a ilusão de um vazio que ela criou em mim só com sua presença (sua maior riqueza, que é sua de natureza - Stronda, Bonde da). Depois dessa dor inicial começou a tocar To Love Somebody do Bee Gees na minha cabeça e nos encontramos no meio do caminho (ela se dirigindo a mesa, eu saindo pra pagar a conta). Ela me analisou e sequer sei o que passou na cabeça dela (por um algo motivo desconhecido não pareceu um olhar de desaprovação), mas involuntariamente eu sorri, provavelmente sobre o efeito da música do Bee Gees ainda ecoando na minha cabeça. Ela sorriu de volta, mas já era tarde, os poucos segundos se acabaram rápido como a transa de um cara que sofre de ejaculação precoce e ela seguiu seu rumo solitário até sua mesa e eu fui passar meu Banricompras na máquininha do restaurante. No caminho de volta (2 minutos e meio), percebi que só existe um motivo na vida que faz a gente sorrir, ir atrás dos sonhos, buscar uma vida melhor cheia de momentos que tenham trilha sonora do Bee Gees e outros sucessos dos anos 60/70:
buceta.